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o autor e “o que sou para vocês”

“O enlight desta sexta-feira é meu, marquei-o com o objetivo de nos reunirmos só para trocar algumas ideias com vocês, passar-vos alguns conceitos e esclarecimentos sobre aquilo que eu quero que vocês me dêem de volta.

 

Vocês repararam que eu estive ausente algum tempo, esse tempo usei-o de muitas formas e para suprir também algumas necessidades que eu tinha de saber usar melhor esse tempo e quando eu falo nisso, falo sempre em enquadrar-me nesta equipa onde nós trabalhamos e nos vemos todos os dias para desenvolver alguma coisa nova. E fez-me pensar exactamente que se eu não souber explicar corretamente o que é que eu sou, talvez seja difícil também para cada um explicar-se corretamente o que será perante mim. Então a melhor forma de nos posicionarmos uns com os outros é tomar iniciativa e explicar o que é que eu sou e por isso é que o título do enlight começa com “o que é que eu sou para vocês?”.

 

Então, eu dividi este enlight em cinco partes, vou surfar as cinco partes de forma contínua, não há nenhuma separação por capítulos, porque o que eu quero falar é desde o autor até às boas práticas, obviamente cruzando todos os mares que estão pelo meio sem nenhuma noção de sentido ou orientação.

 

Enquanto autor, o que é que eu sou para vocês?

 

Eu sou uma única palavra, eu sou um único fator, sou um único objetivo, eu sou um único ponto. Eu sou uma inspiração. Não há qualquer outra forma que eu tenha de me descrever perante vocês, perante aquilo que eu quero ser, que também é importante, perante aquilo que eu sinto ser o maior bem distribuído por todos que não essa inspiração. Por vários fatores : pela liberdade que tenho, pela maturidade que tenho, pela experiência que tenho, pela capacidade que tenho e por todas as competências que adquiri ao longo dos últimos anos da minha vida profissional. E é isso que eu sou para vocês.

 

Essa inspiração não é uma inspiração de nirvana, de consciência ou de enlightment. É uma inspiração diária — e eu vou surfar esses mares até chegar às boas práticas — é uma inspiração que permite que exista, sim, uma direção criativa, perfeitamente alinhada e em discurso direto com o autor de uma forma completamente unidirecional em que, na relação que eu e a Catarina criamos sobre o nosso desenvolvimento de trabalho, a vocês não vos compete sequer tentar perceber ou participar, nessa fase primária que tem a ver com aquilo que eu e a Catarina precisamos de pensar 20 anos à frente, 10 anos à frente, 02 dias à frente, o que quer que seja, tanto quanto pensar nos últimos 02 anos, 05 anos, 07 anos. E esta relação que vai a caminho dos 08 é incomparável, é insubstituível e é inqualificável em qualquer termo comparativo. Esta relação que eu tenho contigo, na perspetiva do autor e da direção criativa é a manifestação dessa inspiração.

 

É a partir daí que é descodificado tudo e que a Catarina, por mérito próprio, atinge o patamar de poder distribuir toda essa estratégia inspiracional, operacional, tendenciosa, aplicável a tudo. E não é a vocês, porque vocês não são autómatos, não são máquinas que se programam. É aos projetos, tanto quanto é ao expediente, tanto quanto é à exigência da vossa autonomia e vontade de participar. E é aqui que passamos para outro degrau que é : se na direção criativa esta relação é clara, a vossa relação também é clara, porque a minha relação com vocês também é clara. Mais claro do que isto eu não consigo ser. A partir daí tudo o resto que está criado neste ecossistema, seja no processo de decisão, seja no ecossistema de criação estão intrinsecamente ligados com esta primeira relação, estão intrinsecamente ligados com esta desmultiplicação para todas as equipas que estão a desenvolver projeto tanto quanto a estratégia que está a decorrer com a direção criativa. E esse ecossistema é sempre um processo de decisão.

Esse ecossistema de criação tem método e tem processo, tem rotina, tem supervisão, acompanhamento até — reparem no investimento que foi dado pelo estúdio ao x, ao perfil do Project Manager para que tudo isto possa ser mais claro ainda, o mais direto, o mais simples, o mais objetivo para que todos os dias possamos ter a correta noção do que é que se espera de nós. E o que se espera de nós é : foco, 100% foco, tanto quanto se espera descanso, 100% de descanso. E para isso existem sistemas, metodologias, processos, rotinas, sempre sempre à procura daquilo que é difícil encontrar lá fora e que os clientes nos pedem para fazer por eles. Tomar decisões, e o processo de decisão que existe entre mim e a Catarina de uma forma que não me interessa explicar, não é mística, não é segredo, mas é minha e da Catarina. Uma relação direta entre o autor e a direção criativa. Mas o processo de decisão que vai para o projeto ou que vai para a presentation ou para a publication está sempre única e exclusivamente com a Catarina.

 

E essa decisão final, a Catarina decide onde recolher a decisão individual que parte de vocês. O processo de decisão é claro. Ele é partilhado entre a direção criativa e cada membro individual da equipa. E a partir daí, quando ela está pronta para que eu possa continuar a servir de inspiração, ela é-me feita chegar e eu não me limito a dizer se gosto ou não gosto. Vocês já me conhecem, não é assim que eu trabalho. Quando me é dado um dado novo, eu processo-o em x parâmetros diferentes. Eu quero trabalhar ainda mais com vocês para garantirmos ainda melhor esse canal de comunicação à direção criativa. Perceberam isto? Isto para mim é muito importante. Que o processo da decisão seja o mais claro e direto possível a quem tem a responsabilidade de o aplicar, implementar, operacionalizar e até atualizar, acompanhar, supervisionar, às vezes suspender, saber quando voltar a ativar, perceber onde é que estão as análises de forte, fraco, ameaça, oportunidade, esses pontos que fazemos constantemente sobre uma decisão que tomamos, até na perspetiva de, eu vou à empresa x — só para parafrasear o sucesso de ontem — com duas decisões para tomar e meio investimento — como é que eu vou fazer isto acontecer? — quem toma essa decisão é a direção criativa, não são vocês. Mas a direção criativa sem vocês não existe. Vocês sem a direção criativa sentem-se perdidos e existem de uma forma individual e se não olharmos para desta forma colaborativa e desta água comum, não existe a palavra do ponto 04 que é muito importante, que é o ecossistema.

 

Não existindo o ecossistema, não há sistema. Não havendo ecologia nesse sistema, não há vida no sistema e se o sistema passa a ser inerte, morre. Não é nada disso. E é esta vida que às vezes nós temos vontade em criar estanqueidade para nós podermos ou tomar vigor nas nossas decisões ou então obter reconhecimento nas nossas decisões ou por qualquer razão pessoal, impôr a nossa decisão não pode ser feito de uma forma irresponsável, tem que ser feito nesta ecologia desta vida comum que temos aqui e que cria este ecossistema de criação. E por isso é que no final temos boas práticas. Há quem lhes chame regras, podeis chamar. Há quem lhes chame obrigações, podeis chamar. Há quem lhes chame tarefas, podeis chamar. Chamem-lhe o que vocês quiserem, no final chama-se sucesso. É esse sucesso que advém do profissionalismo, do rigor, da disciplina. Dessa entrega, dessa dedicação suprema a esse ecossistema de criação que está dentro do processo de decisão que tem como responsável a direção criativa e da qual a inspiração do autor faz parte integrante nós temos uma coisa chamada studium. E é esse o conjunto que me apetecia partilhar com vocês.

 

Sérgio Miguel Magalhães . autor studium
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