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studium® identidade 4 por Tiago Nogueira

studium identidade 4Original photo by Kapil Dubey on Unsplash. Photoshopped for dramatic effect.

Vivem-se tempos de mudança no studium®.

Estamos a renovar a nossa comunicação para singrar nas redes sociais. Fomos negligenciando, preocupando-nos mais com fazer do que mostrar, mas chegamos à conclusão que estávamos a perder por não sermos mais activos nas redes sociais. Decidimos mudar isso e fazê-lo como deve ser. Apesar de sermos um estúdio criativo (e de comunicação), não comunicávamos muito. Na verdade, nunca usamos a nossa tipografia (Titillium) para algo mais do que o logo em si. Para as nossas apresentações e case studies recorríamos à Helvetica, que era, aliás, a nossa principal tipografia antes da terceira iteração do nosso logótipo, em 2016. O nosso website usa a Roboto, juntando ainda outra tipografia à mistura.

Este outono, propusemo-nos a criar a 4ª iteração da nossa identidade, com a mão de ferro como mote. Desde que o studium® se tornou studium® que definimos que o nosso logo não seria estático. A única constante foi a escolha do tema da mão, a máquina das máquinas, a máxima ferramenta do criador, como a nossa representação. Nós somos a mão e a mão é studium®. Rapidamente reconhecemos que uma única mão, presa num único momento e acção, não seria capaz de capturar e representar tudo aquilo que queríamos que fosse. Definimos então que, de tempos a tempos, à medida que crescêssemos, também o nosso logótipo deveria acompanhar essa evolução — chamámos-lhes iterações. É um processo constante, como uma criança que envelhece e se torna mais consciente do que a rodeia. Sempre um novo capítulo no livro da entidade studium®.

Quando começamos este projecto, o studium® como entidade, estava a dar os primeiros passos, a apresentar-se ao mundo. Estávamos a dizer olá. Um ano mais tarde, após nos familiarizarmos com os nossos vizinhos, era altura de lhes mostrarmos como trabalhamos, apostando nas nossas ferramentas, e como fazemos de um projecto realidade. Depois veio o epítome criativo, a nossa maneira de pensar ainda antes de passarmos às nossas novas ferramentas. Queríamos destacar o processo criativo e o método. Agora, achamos ser a altura de agitar as marés, de nos estabelecermos entre pares e clientes como um estúdio multidisciplinar, maduro e único.

Começamos a experimentar com a mão de ferro e as suas representações, mas, à medida que avançávamos na nossa análise e esboços tornou-se óbvio que não estávamos à procura de um logótipo como resultado final desta 4ª iteração. Definimos que esta iteração seria o mote para a nossa renovada comunicação online. Iria estabelecer o tom e todos as regras. Resultaria na mesma num manual de normas, mas não num de um logótipo.

Esta iteração, a mão de ferro, não é sobre nos impormos de uma forma autoritária, é sobre nos darmos a conhecer ao mundo e agitar as águas criativas.

Para sermos capazes de o fazer, precisávamos de uma fonte que fosse livre, comunicativa e flexível. Entra em cena a Work Sans. Apaixonei-me pela Work Sans de Wei Huang há uns tempos atrás, enquanto vasculhava o Google Fonts e ficou-me na retina. Esta era a oportunidade perfeita para a deixar brilhar. É uma tipografia divertida, alegre e positiva que fala mais directamente às pessoas do que a Titillium ou a Helvetica. Isto pode parecer um sacrilégio de design e os sentimentos por aqui são repartidos, mas eu, pessoalmente, estou feliz por fazer a troca e despedir-me da Helvetica. Não me interpretem mal, não a odeio e — como todo e qualquer designer — já a usei em tudo e mais alguma coisa, mas penso que se todos os designers e sobrinhos a usarem como a única e derradeira tipografia, ficaremos apenas com um look genérico e default em tudo. A neutralidade é útil e às vezes até necessitada, mas não devemos ter medo de usar a tipografia como um elemento visual também. A tipografia transmite sentimentos e emoções também e devemos usá-lo a nosso favor, para comunicar mais efectivamente e significativamente.

studium identidade 4

Um excitante novo capítulo está a começar aqui no studium®. E de ti, Helvetica, nos despedimos.