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25 de Abril – Posters partidos políticos

Portugal político, Portugal mesclado. Portugal que aceita uma nova proximidade consigo mesmo. Portugal vê-se finalmente como um país renovado.

Longe, o tempo em que a maior parte ditava a vitória; passamos a aceitar que a vitória é feita da maioria conjunta, a maioria dos segundos. Aceitamos? bem alguns de nós sim.
Vivemos tempos novos, tempos pioneiros. Tempos cheios, recheados de intenções, motivação e até algum histerismo.
Somos os típicos portugueses, porque o nosso sangue não muda do dia para a noite. Continuamos a deixar tudo para a última da hora e também continuamos a ser calorosos e de boa índole. Lá temos as nossas chico-espertices e o melhor coração do mundo. Somos de facto peculiares, somos portugueses.

Os partidos políticos continuam a assumir um papel grandioso na nossa vida, porque são o reflexo da nossa forma de estar. Se mais à direita, conservadora ou mais à esquerda, liberal. A cor que usamos, mostra-se sem dúvida como um momento de confirmação das nossas ideologias. Geralmente são também elas que nos ajudam a enquadrar o tipo de locais onde vamos, a cultura e entretenimento que buscamos, o estilo de vida social pelo qual optamos.
Ainda que se ouça tantas vezes dizer “eu não ligo nada à política” ou “eles são todos iguais”, a verdade é que ninguém, pode à data de hoje, ser indiferente à realidade política e social em Portugal. Somos seres atentos, temos de ser, a evolução assim nos obriga.

Este compêndio de posters significa a realidade portuguesa em abril de 2018. Estamos otimistas, alguns partidos também, outros nem tanto. Alguns encostam-se mais à esquerda, à direita ou então viram o significado dos seus símbolos. É nesse modo atento, de animação, sem crítica que o studium® se apresenta a : brindar com vinho verde os betinhos e os anarquistas, os subsidio-dependentes e os capitalistas duros; os gay-lésbico-muda-de-género-não-emigres-friendly, os lutadores pelas searas que não temos, os otimistas desmedidos e os catastrofistas.

Portugal é em 2018 um país de rédeas, mesmo que pareça que tudo o que lhe falta é regra.

“o otimista sem cura”
O poster representa a força que a esquerda ganhou nas última eleições. a “geringonça” como gostam de chamar, tornou-se na oportunidade de revisitarmos o nosso pioneirismo, ao juntamos as minorias no poder.
à direita, deram “punhadas” pelo exercício da nova maioria, num otimismo típico de socialistas. mostraram o punho, não de ferro, mas de força.

 

“o declínio do primeiro”
O poster representa, não apenas a queda do vencedor das últimas eleições mas acima de tudo, a mudança com um rio que se deixa chegar à esquerda.
essa mudança de paradigma é o ponto de rutura de uma direita que se revolucionou internamente e que, uma vez mais se lança a jogo, ante um Portugal bem recetivo à evolução.

 

“ser tudo, pro tudo”
O poster representa a interpretação sobre um partido que sobe pela primeira vez ao poleiro. galvanizado pelo seu nicho, o BE incita a ser, a “BE” tudo. No centro, o ego do partido, o Homem, perdão! Mulher ou trans-, ou pro-, ou qualquer coisa. saber brincar com a minoria que procura ganhar voz, aliando-se a vozes maiores é o objetivo tal como, com certeza tocar em todos os clichés que este partido nos permitem.

 

“um centro descentrado”
O poster foca-se no caminho que o CDS-PP traça em 2018. arrancar o penso deixado pelo Paulo das feiras, a assunção da mulher líder; mãe católica. o historial das autárquicas frescas, trouxeram o ímpeto à mudança, que ainda não se sabe bem, se está ao centro, mais à esquerda ou definitivamente à direita.

 

“a nostalgia do futuro”
O poster é a graça de ver um partido que assenta numa ideologia profunda e uma ainda mais profunda aversão à mudança. 2018 como 1958, senhores de lutas e de guerras vivem agora uma realidade que pouco se identifica com as metalurgias ou as searas plantas ao lindo sol português. um partido do passado, nostálgico, com vista curta no horizonte, no futuro.